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“DIREÇÃO DIVINA, Sl 25.12”

O Salmo 25 é o lamento de um indivíduo, em forma de acróstico, e é fácil perceber tratar-se de alguém que conhece a aliança – alguém que tem intimidade com Deus, e por isso vai orando e meditando principalmente por direção divina.

O salmista fala com Deus de sua angústia (v.1-3), e como sabemos, Davi sempre teve muitos inimigos. Ele estava sob tentação constante e roga o auxílio, deseja ardentemente a direção divina, e revela estar seguro e confiante em Deus.

O pedido por direção divina é mais explícito nos versículos 4 e 5, mas o coração crente de Davi é revelado no v.12: “Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher”. Aqui o mavioso harpista de Israel declara a santidade como instrumento de segurança na caminhada desta vida. Louvado seja o Senhor! Temor também é santidade. Em meio aos conflitos o registro da santa confiança com temor.

Ter o conhecimento da vontade do Senhor é inspiração para um coração crente, desde sempre. Uma paz silenciosa em nossa boa consciência clama por direção divina, ao mesmo tempo que busca consolo e instrução na caminhada cristã. Isto é muito atual.

O ensino deste versículo não tem prazo de validade: “Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher”. Charles Spurgeon cita Bernardo (?): “Você será feliz se o seu coração se encher de três temores: o temor da graça recebida, o temor maior da graça perdida, o temor maior ainda da recuperação da graça”.

Que maravilha! Certamente esses temores estavam presentes no salmista quando, por três vezes, nos versos 2 e 3 cita “envergonhado”; quando, por duas vezes, nos versos 4 e 5, pede “ensinamento”; e quando, por três vezes, nos versos 6 e 7, o salmista pede a Deus para “lembrar”.

Não é sem sentido que nessa aspiração por direção divina o salmista também clama por perdão. Os versículos 7 e 18 confirmam esse clamor, e aqui temos a base da confiança do salmista: bondade e misericórdia de Deus.

Davi reconhece que suas tribulações são causadas tanto pelos inimigos (causas externas), como pelos seus próprios pecados. E assim, confiante, ele exalta a Deus mencionando outros atributos divinos (leia-se os v.8-10).
“Ao homem que teme ao SENHOR,
ele o instruirá no caminho que deve escolher”.

a) Rev. Adilson Souza dos Santos